No turbilhão de opiniões nas redes sociais depois do lançamento do Next.js 14 (desculpa, tô um pouco atrasado nesse assunto), é fácil ficar no meio do fogo cruzado de hot takes e debates apaixonados. A imagem no topo desta página gerou tanto FUD que seria quase impressionante se não fosse trágico. Seja comparando com PHP ou com ataques assustadores de SQL injection, navegar nessas discussões como dev web pode ser bem cansativo.
Rede social é amiga ou inimiga de quem programa?
A narrativa comum diz que rede social é pura distração. E não me diga, Sherlock, ela é mesmo, e tem uma abordagem mais “black pill” que diz que nada de bom sai dali e defende largar tudo de vez. Isso está meio na moda agora, com todo esse “culto da produtividade” e “planos de detox de dopamina”. E olha, se esse é o seu jeito de cuidar da saúde mental, vai fundo. Mas essa não é necessariamente a melhor nem a única estratégia, principalmente pra quem é apaixonado de verdade por programação e desenvolvimento web.
Rede social, apesar dos problemas, continua sendo uma das principais fontes de informação no mundo acelerado da tecnologia. Cortar ela por completo pode significar perder insights valiosos, notícias e o apoio da comunidade.
Pensa assim: simplesmente parar de usar rede social é, no fim das contas, outra forma de escapismo. Você provavelmente não ganha nada evitando, do mesmo jeito que estaria perdendo tempo dando doom-scroll pra fugir do tédio da realidade na marcha infinita do tempo rumo à morte térmica do universo (ou algo assim).
Em vez de fugir, use a rede social a seu favor. Ela pode ser uma fonte de inspiração, de conexão com devs muito bons e uma porta de entrada pro que há de mais novo na área. O segredo é usar a rede social de forma ativa e com intenção, como uma ferramenta pra turbinar o seu aprendizado.
Lidando com o barulho
Quando você topar com comparações desdenhosas ou terrorismo sobre segurança, lembre: nem todo tweet ou hot take merece a sua atenção. Na real, eu diria que eles não merecem atenção nenhuma. Juro, no momento em que eu interagi com o maldito tweet da sql-query-dentro-de-um-botão-server-action, a minha timeline virou só aquela imagem amaldiçoada por pelo menos dois dias inteiros. Vale a pena considerar a fonte. De onde vêm essas preocupações? De gente bem informada que coloca essa tecnologia em produção todo dia? Ou de algum (não tô brincando) dev de applets Java? Porque quando eu vi isso, finalmente caiu a ficha: por que eu tô lendo a opinião dessa pessoa? Por que eu deveria me importar?
É essencial separar a crítica válida, que pode te ajudar a crescer, do barulho sem fundamento. Muitas opiniões (e eu me arrisco a dizer que a maioria) vêm de pessoas que não estão envolvidas de verdade com o ecossistema em que você está, ou de quem tem interesse em outras tecnologias.
Além disso, isso pode acabar com o seu entusiasmo por um assunto. Mais de uma vez eu vi devs bons, que produzem conteúdo bom, flertando com a ideia de sair da plataforma. Eu mesmo senti isso, e não é difícil imaginar o porquê quando 80% do tempo você vê gente dizendo que o que você está aprendendo é burro, feio e cheira a cocô. Porque mesmo de brincadeira, e mesmo quando você entende uma crítica casual e válida, você fica suscetível à “ansiedade da Netflix” quando existem infinitos frameworks JS, bibliotecas, ORMs e abstrações de CSS que são “muito melhores” do que o que você usa.
Bloqueie o barulho, não o aprendizado
Aqui vai um segredinho: bloquear não serve só pra quem discorda de você em política e pra golpista de cripto. É um filtro pro seu feed, que mantém ele relevante e construtivo. E a melhor parte: ninguém liga! Pode parecer um pouco brutal bloquear alguém só porque a pessoa não escreve no seu sabor favorito de texto colorido, mas tudo bem, ninguém vai escrever artigo de treta sobre você ter dado unfollow no Theo, e o DHH não vai chorar na Lambo dele porque o @xXreact_engineerXx bloqueou ele (eu acho).
Se você é novo no desenvolvimento web, ou em qualquer outra área da programação, e está com fome de conhecimento, pode sim moldar o seu feed pra focar no que importa pra você. Está aprendendo Next.js? Mergulhe nisso.
Bloqueie distrações, não discordância. O botão de bloquear não é uma arma; é uma ferramenta. Use ele pra abrir o seu próprio espaço de aprendizado, e não esquente com coisa pequena.
Mas e as bolhas?
Existe uma preocupação válida sobre criar um ambiente em que você só está cercado de pessoas que concordam com você, e isso pode ser prejudicial. Mas pra quem está mergulhando fundo em Next.js ou em outra tecnologia, isso não é necessariamente ruim. É uma questão de foco. Igual aprender matemática: você não precisa mergulhar em teorias complexas no primeiro dia.
Lembra quando você estava no 6º ano e a professora Ana estava ensinando números e disse “não dá pra tirar a raiz quadrada de um número negativo”? E a espertinha da Laura (que via vídeo demais do Numberphile) soltou “Bom, na verdade, se você usar números imaginários…” E sim, ela estava certa, mas naquele momento, que valor aquela informação tinha pra você? Eu tô cansado de ver dev web iniciante com ansiedade por usar Prisma ou Drizzle porque ouviu falar que o Prisma “não escala”. Só escolha uma tecnologia e vai com ela, que uma hora você vai entender o lado bom, o ruim e o feio dela. Mergulhe no SvelteKit (ou no que você preferir) sem um bombardeio constante de por que “Ruby on Rails é muito melhor”.
Aproveitando as bolhas positivas
Bolhas construtivas podem facilitar o aprendizado e o crescimento. Quando você está tentando desenvolver habilidades numa área específica, tudo bem bloquear o barulho e focar no que é relevante e construtivo pra sua jornada. Por exemplo, eu gosto muito da ideia do HTMX, da filosofia, dos memes. Mas infelizmente eu tive que bloquear: nada pessoal, mas eu não me vejo colocando HTMX em produção nos próximos 5 anos e, por mais que doa, eles tiveram que ir.
Considerações finais: engajamento construtivo
No reino das redes sociais, principalmente nas plataformas cheias de devs, lembre de se engajar de forma construtiva. Bloqueie quando precisar, interaja com conteúdo que vale a pena e esteja sempre pronto pra mudar a sua abordagem. Seja você fã de Nuxt ou de Next, foque no que melhora o seu aprendizado. Deixe a curiosidade te guiar e não deixe o barulho te esgotar. No fim, confie no seu caminho e use a rede social como uma ferramenta pro sucesso, não como fonte de irritação.
Como primeiro passo pra ter uma presença online melhor, aqui vão algumas das minhas contas favoritas pra seguir na javascriptosfera:
- Dan “the GOAT” Abramov
- Dominik
- Dax
- Matt pocock
- Theo
- Lee Robinson
- Ethan Nisser
- Pilcrow
- Juxtopposed
- Christopher Ehrlich
- nexxel
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